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Degustação: Oud Beersel Oude Geuze (Vieille)

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Estilo: Gueuze | ABV: 6% | origem: Bélgica

 

A Oud Beersel é uma pequena cervejaria artesanal localizada em Beersel, zona metropolitana de Bruxelas. Fundada por Henri Vandervelden, em 1882, ela é tradicionalmente aclamada por suas cervejas do tipo Lambic.

A partir de 1922, a empresa foi comandada sucessivamente por Egidius Vandervelden (filho do fundador) e Henri Vandervelden II (neto do fundador). Com a aposentadoria de Henri Vandervelden II, em 1991, Danny Draps, seu sobrinho, acabou assumindo as operações.

Danny se manteve à frente até o final de 2002, quando, por dificuldades financeiras, a cervejaria fecha e é posta à venda.

Em 2005, os amigos Gert Christiaens e Roland De Bus compram a cervejaria. Para ajudar a financiar a reabertura, lançam a linha de cervejas "Bersalis" (composta por uma Tripel e uma Blond Ale) feita até hoje, sob contrato, pela cervejaria Huyghe (a mesma da "Delirium Tremens"), na cidade de Melle. Em 2007, relançam oficialmente as tradicionais Geuze e Kriek. Desde então, todo o mosto das Lambics da casa é produzido de forma terceirizada pela cervejaria Boon, na cidade de Lembeek. Assim, cabe à Oud Beersel envelhecer as cervejas em seus próprios barris de carvalho, bem como a posterior "blendagem" dos lotes para a composição final. O engarrafamento, por sua vez, se dá também na cervejaria Boon.

OUDE GEUZE (VIEILLE)

*Unidade envasada em 14/03/2016



O rótulo traz um blend de Lambics com idades entre um dois e três anos. Diferente da maioria dos exemplares do estilo (que só recebem lúpulo velho), sua receita leva também uma parte de lúpulo fresco.

Líquido âmbar, de razoável turbidez. No copo, forma um dedo de espuma branca de média duração.

Aroma relativamente suave para o estilo, destacando notas de vinagre, limão, maçã e vinho verde. Toques de pimenta branca, pimentão e "funky", além de discreto floral, complementam em segundo plano.

De corpo baixo-médio e textura frisante, ao paladar combina elementos láticos, acéticos, "funky", minerais e frutados com sutil dulçor de malte. Sugestões de limão com sal, vinagre de maçã e pêssego bem maduro (já quase passando) chamam a atenção. Traços fenólicos de pimentão e pimenta, junto a discreto amargor, se insinuam de fundo. Um doçura modesta, mas perceptível, contribui para que o final azedo, condimentado e frutado não siga tão seco. "Drinkability" até alta para os padrões do estilo.

Gueuze sem "radicalismos", ideal para quem quer se iniciar no estilo. Recomendo demais!

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