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X-10: Dez animes hentai - Versão 2.0

Fonte: Animecote em 18/05/2016
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Porque só uma vez não é o suficiente...


Atenção: No texto de cada anime há trechos com palavras e comentários obscenos que podem ser ofensivos para alguns.

Atenção²: E dessa vez as imagens se encontram mais, digamos, "inapropriadas" de se verem em qualquer lugar, apesar de não estarem exatamente explícitas.


"Não importa que coisa pervertida esteja acontecendo, eu quero participar!"
(trecho do mangá "Yuru Yuri")

Há pouco mais de um ano eu publiquei pela seção X-10, e admito que com certo receio quanto a recepção que teria, a lista "Dez animes hentai", onde indiquei dez animes desse honrado gênero. Não sei se devo me sentir orgulhoso ou preocupado, porém desde a primeira semana no ar essa postagem se fixou no topo do ranking "Mais vistos da semana" que se localiza ali do lado direito do blog, resultando em mais de 421 mil acessos nesse período! - somente para terem uma ideia a segunda postagem mais visualizada do Animecote, o "X-10: Dez animes no mundo da música", ainda se encontra com 99 mil visitas. Tal lista ostenta hoje uma média de 35 mil acessos mensais, ou 1.166 acessos diários, graças a pessoas que todos os dias vem parar em nosso lar usando termos de busca como "melhores animes hentai", "animes de sexo bons", "qual o nome desse hentai" (seja mais detalhado na pesquisa, pro favor), "hentai incesto irmã", "hentai para a primeira vez" (Boku no Pico!), "sugestão de hentai hot" (...), "hentai ecchi garota cachorro cavalo" (ôpa, eu não citei nada disso aqui não!), "Hentai educativos" (alguém quer aprender sexo com pornografia 2D, é sério?), "aluno faiz sexo profesor hetai" (sic), "lista oficial dos melhores hentais do mundo" (hã?), "animes de estupro sexy" (gosto refinado, esse), e "hentais com lactação dicas" (tem um logo abaixo!), dentre outros vários exemplos que beiram o cômico, o patético, o analfabetismo, a curiosidade ingênua ou a confiança cega de que o Google vai ter uma resposta exata para qualquer bobagem que se escreva na barra de endereços.


De todo modo, muito obrigado por esse enorme feedback! (eu acho)



*****

E é por culpa dessa calorosa recepção que meses depois eu disponibilizei uma enquete perguntando se os leitores do Animecote estariam interessados em uma possível segunda lista com esse tema, e o resultado disso me surpreendeu novamente: com 1.022 votos registrados, 98% deles (ou 1.002 votos) disseram "Sim", que gostariam de ver mais dez animes hentai recomendados, e é por isso que estou fazendo essa nova postagem apesar de ter prometido realizar antes o "Dez animes slice-of-life de garotinhas", que foi o segundo colocado na enquete sobre futuros temas para a seção - mas calma que ainda o publicarei um dia. Já tenho inclusive as dez animações selecionadas, faltando "apenas" iniciar os textos.

*****


Finalizando logo porque já basta os wall of text sobre pornografia que verão adiante, eis então dez animes hentai que recomendo assistirem, isso após eu me "atualizar" nessa área (tradução: vi umas 30 séries hentai no último mês, por aí) para que não houvesse um predomínio de títulos muito velhos em sua composição, já que há anos não acompanhava com regularidade animações desse tipo. Como tentei diversificar os argumentos e fetiches tratados, há um bom número de animações que, apesar de considera-las melhores do que boa parte dos citados aqui, eu acabei deixando de fora pra evitar repetição, contudo isso não impede de elas aparecerem em uma futura nova postagem, seja pela seção X-10 ou outro tipo de matéria. Eu também não incluí dessa vez um anime bônus no final, algo que era meu intuito quando iniciei a montagem do post para abordar alguma obra não muito boa, contudo interessante de ser mencionada devido à sua importância no gênero, justamente porque só os textos dos dez animes da lista ficaram maiores do que o esperado.

Aliás, continuarei aproveitando aquele método de classificação elogiável que apresentei na postagem de 2015 para indicar o teor de cada obra. Segue um copiar e colar deles: 


Nível 1: Keitaro – Atrapalhado, indeciso, inseguro e totalmente inofensivo às mulheres, o protagonista de “Love Hina” trabalha numa pensão só para garotas; porém, apesar das condições de seu trabalho o permitirem flagrar constantemente essas moradoras usando apenas toalhas, e ainda surgirem diversas oportunidades sugestivas no dia a dia, tal rapaz é muito mais eficiente em cometer enganos e levar chutes e socos de algumas delas do que criar qualquer esboço de romance. Por conta disso, e como o anime ainda possui um teor ecchi bem ameno, onde no máximo você verá uma bunda lá no último episódio (e adivinhem quem tropeçou na pobre garota e puxou a roupa dela sem querer para que isso acontecesse, adivinhem!), Keitaro servirá como identificação para aqueles hentai “papai e mamãe”, ou seja, que tragam um conteúdo padrão, visualmente ameno para o gênero, e usualmente indicados para novatos nessa área - notarão que tal classificação será dominante nessa lista.




Nível 2: Mestre Kame – Esse sábio pervertido de “Dragonball” carrega em suas costas curvadas uma larga experiência no campo da perversão, sendo capaz de se empolgar inclusive com programas de exercício onde garotas fazem poses variadas usando roupas justas – mas ele também tem à disposição coleções de revistas indecentes nas quais, por algum motivo, as mulheres aparecem sem roupa alguma. Dispensando formalidades e eufemismos, ele “manja das putarias”, e devido a isso representará as animações que já apresentem um grau mais avançado em seu conteúdo, com fetiches e temas pouco recomendados para os inexperientes.




Nível 3: Makoto – Ele conheceu o doce sabor do fruto, porém a gula foi o seu pecado; o famigerado protagonista de “School Days” traçou a namorada, a melhor amiga, colegas de escola em grupo cujos nomes ele nem deveria saber e até lolis, e como resultado o rapaz, coitado, perdeu a cabeça – estou falando literalmente, será que estou?


Às vezes acho que pegam pesado demais com esse personagem (mulheres me odiarão?); ele não é tão diferente dos protagonistas de outras visual novels que se enroscam com todas as heroínas, e o problema mesmo foi que seu anime mostrou um material que seria mais propício justamente para uma animação hentai onde você, no final, sequer lembraria do rosto ou do nome dele – porque das duas uma, ou a visual novel se torna um OVA cheio de sacanagem, ou, uma série de TV na qual geralmente poderá haver um teor ecchi considerável, contudo sem (ou raras) insinuações explícitas e rapaz traçando todas as garotas, o que não foi o caso de “School Days”. De todo modo, o pegador Makoto será usado para as animações hentai de conteúdo mais pesado, cujos fetiches e temas causam estranheza para a maioria das pessoas e que definitivamente não seriam indicadas para um “virgem” nesse meio.


Todavia, o simpático Makoto infelizmente não nos agraciará com sua presença nessa nova lista, e não é porque o autor dela não conseguiu achar e gostar de nenhum hentai mais pesado que pudesse recomendar, viu?


Okay, chega. Tenham uma boa leitura!


**********



Alignment You! You! The Animation








De onde saiu: Mangá, 1 volume, finalizado.

Premissa: Certa estudante bobinha, chamada Oohara, morre antes de poder se confessar ao garoto que gosta e conhece uma fantasma de sua escola que promete ajuda-la a resolver tal problema - entretanto, isso no fim resultará em muito sexo entre as duas, e com o auxílio do pênis pego "emprestado" justamente do rapaz que também acabou morrendo, é claro.

Classificação: Mestre Kame.

Uma garota se masturbando, em plena sala de aula, diante de colegas, professor e do rapaz que gosta - mas calma, ela é uma fantasma novata, então trata-se de um exibicionismo “seguro” (e um tanto cômico, também, já que “certos fluidos” originados de seu ato masturbatório respingam no rosto do amado sem ele ter noção alguma do fato); é assim que tem início “Alignment You! You! The Animation”, OVA de dois episódios lançado em 2008 e baseado num mangá de volume único publicado em 2005. Com uma animação de cores saturadas e possuindo inclusive uma alegre música de abertura que explica rapidamente a morte da protagonista Oohara – ela salvou o garoto Takahashi de ser atropelado por um caminhão em troca de sua própria vida -, o anime mostra de forma bem humorada um punhado de cenas de sexo protagonizadas, em sua grande maioria, por fantasmas que usam o pênis alheio para fazer sexo entre si, estuprar um garoto efeminado que virou mulher e até atacar uma professora na frente de todo mundo – sim, o fetiche futanari será constante, como dá para perceber.

Detalhando melhor, a enérgica e um tanto burrinha Oohara conhece Sakurako, uma baixinha, arrogante e maliciosa fantasma moradora do banheiro masculino da escola que resolve ajudá-la ao descobrir o drama da garota, que se vê incapaz de seguir adiante no pós-vida por conta de seu dilema amoroso não resolvido, uma vez que ela nunca conseguiu se confessar (essa Sakurako é baseada na popular “Toire no Hanako”, ou “Hanako do banheiro”, lenda urbana japonesa que já devem ter ouvido falar a respeito em algum anime, sendo comum vê-la retratada em obras sobre espíritos como "Kyoukai no Rinne" ou "Gakkou Kaidan", por exemplo). Claro que o “ajudar” nesse caso traz várias aspas, porque no fim a loli metida a malvada expõe Oohara em posição embaraçosa aos seus antigos colegas de classe e, principalmente, Takahashi, gerando assim mais uma cena de atos sexuais em público, dessa vez de verdade – e como ela agora pôde ser vista normalmente? Simples, para isso Sakurako assassinou de forma brutal e sem motivo algum todos os alunos da sala, incluso a paixonite de Oohara! A partir disso, o jovem casal de almas penadas se vê preso nos arredores da escola, porém parece que a morte mudou as preferências de Oohara, visto que por mais de uma ocasião a veremos ter relações com Sakurako usando como “acessório” o pênis de Takahashi que pegou emprestado vá entender como, enquanto o rapaz, por outro lado, passará esses dois episódios vagando por aí castrado e praticamente ignorado! Sakurako também se aproveitará desse truque, seja para pregar uma “punição” numa professora que possui poderes espirituais e que flagrou as duas garotas fantasmas transando no terraço – leia-se como punição fazer sexo com ela tendo os demais professores de testemunhas, que só percebem algo invisível entrar e sair, bem, daquele lugar -, ou então quando decide “ajudar” um ex colega de Oohara (morto por ela mesma) que deseja ser ressuscitado para poder se confessar a alguém do qual gostava, porém o coitado termina sendo transformado em garota “por engano” e violentado por Sakurako logo em seguida. De resto, no final surgirá outra “Hanako do banheiro”, uma rival daquela que já conhecemos desde o início e que planeja tomar seu território, contudo tal briga ocasionará somente em mais cenas envolvendo futanari e outras muito breves focadas em tentáculos saídos sabe-se lá de onde.


Apesar do tema sobrenatural e de presenciarmos futanari como maior fetiche (razão de tê-lo classificado na categoria "Mestre Kame"), além do citado trecho dos tentáculos, no geral "Alignment You! You! The Animation" possui boas sequências de sexo consideravelmente normais ainda que se aproveitem da liberdade nos cenários quanto ao fato de ter espíritos no elenco, não trazendo assim nada a ser destacado em especial nessa parte. Pessoalmente, este foi um dos primeiros anime hentai que vi cuja comédia me atraiu um pouco; é óbvio que não dá para compara-lo nesse quesito com animações não pornográficas, entretanto torna-se uma experiência diferente ver uma obra desse tipo dotada de um clima mais radiante e descontraído, havendo nisso diálogos engraçadinhos e inclusive quebra da quarta parede enquanto jovens espíritos vagueiam livremente pelo terreno de uma escola saciando seus desejos sexuais.

Enfim, garotas fantasmas lésbicas com pênis. Bom início de post, não?


Quando começou: Aliás, já que estamos tocando nesse assunto, o primeiro anime a ter apresentado uma futanari foi "Lolita Anime" em 1984 - esse não é o que citei no post do ano passado, mas sim sua cópia que veio logo depois, também conhecida pelos nomes "Nikkatsu Video" e "Uchiyama Aki". Ela aparece numa cena rápida logo no primeiro e louco episódio, que é repleto de sequências psicodélicas. 

Apenas em 1991 é que surgiria uma animação dando maior ênfase nesse fetiche, intitulada "Nageki no Kenkou Yuuryouji": sua historinha é sobre uma linda garota que não consegue ter orgasmos e que recebe o auxílio de sua vizinha, da senhoria do apartamento onde mora e de uma amiga lésbica (homens pra quê, hein?) a fim de atingir seu objetivo. Como que incluíram futanari nisso? Vi por cima, mas no terceiro e último episódio a protagonista é possuída pelo espírito de um homem e, lógico, acaba ganhando um pênis...   



Hatsu Inu The Animation








De onde saiu: Mangá, 3 volumes, finalizado.

Premissa: O jovem Fukaya possui uma bela e de poucas palavras namorada chamada Fujino. Apesar de já terem feito sexo várias vezes, o garoto se preocupa com o fato de Fujino ser um tanto afeiçoada demais pelos brinquedinhos sexuais que ela coleciona, a ponto de Fukaya questionar se ele estaria no mesmo nível desses acessórios, ou até abaixo, na visão de sua amada...

Classificação: Keitaro.

Lançado em 2007 e baseado em alguns capítulos de dois dos 3 volumes do mangá homônimo publicado entre 2006 e 2008, "Hatsu Inu The Animation" nos mostra que, sem dúvida, mais humilhante para um homem do que ser substituído por outra mulher igual ocorre em "Alignment You! You!", é sua parceira dar mais importância - ou ao menos, não conseguir decidir qual é melhor! - a vibradores, masturbadores e instrumentos fálicos diversos, sejam eles das cores rosa, verde ou vermelha, finos, grossos ou extra grandes, de forma oval ou então meras bolinhas unidas entre si que a pessoa geralmente insere no... Pois é, já deu pra compreender. Pobre e inseguro Fukaya, nunca sabe o quão está satisfazendo Fujino uma vez que suas transas são sempre acompanhadas desses benditos brinquedinhos! Afinal, a garota não só é tão obcecada por eles, como também não demonstra qualquer sentimento ou sequer diz alguma palavra, e nosso protagonista indaga inclusive se os dois estariam mesmo namorando...


Mas, oras, não é como se fôssemos dar a mínima para seus draminhas amorosos, na realidade. O que interessa é que em dois episódios testemunhamos uma série de estimulantes atos sexuais e perversões nos mais diversos cenários, indo desde Fujino usando um vibrador enquanto responde um exercício na lousa durante a aula, a esfrega esfrega em um trem lotado que termina com sexo anal, por exemplo - isso porque ela já estava usando um vibrador antes no outro local, sabem, e não questionem o porque de ninguém se mexer fazendo cara feia ou ficando horrorizado ao ver um objeto desses cair no chão num descuido dela pois, bem, o baixíssimo orçamento do anime não permitiria gastar dinheiro com movimentações desnecessárias. Em seguida, após uma cena onde Fukaya transa rapidamente com a enfermeira da escola a quem ele foi desabafar e pedir conselhos sobre seu problema (miserável, só está de frescura!), temos novas brincadeiras num parque aquático, havendo aqui uma esbelta Fujino trajando maiô escolar e usando vibrador mesmo embaixo d'água, além de mais sexo anal. No desfecho do episódio, em um momento decisivo na relação desse casal - ou da virilidade do rapaz... -, Fujino enfim prova seu amor e encosta de lado sua coleção em prol de uma apaixonada troca de carinhos e sexo com o namorado! Está certo que no dia seguinte ela comprou um novo vibrador, mas a situação não seria resolvida assim de uma hora para outra, né.

E no segundo e último episódio, talvez porque só uma personagem feminina não seria o bastante para continuar a história, conhecemos Mita, uma colega de Fukaya que é extremamente apaixonada por ele, e de tal maneira que chega a criar uma poção afrodisíaca a fim de seduzi-lo - porém o que acontece quando certa garota, que em estado normal já é ninfomaníaca, acaba tomando isso no seu lugar? Logicamente, esta perde totalmente o controle de si, acarretando em uma "ação enérgica" de Fukaya - que anterior a isso já estava pedindo água por Fujino exigir demais dele na cama! - para acalma-la, algo que resulta ainda na única fala dessa garota no anime todo, e pra variar uma fala nada recatada da qual eu até fico envergonhado de reproduzir aqui (hipócrita!). Uma pena, ao meu ver, que depois disso "Hatsu Inu" inventa um dramalhão besta onde basicamente teremos uma pitada de traição, lágrimas e alguém sendo salvo de um acidente antes que outra sequência de sexo feche o anime.

Isso, contudo, é um detalhe de menos em meio a uma líder feminina moe e um tanto engraçadinha junto ao bom repertório de cenas - independente de praticamente todas elas terem a participação de vibradores, quer alguns os adore ou os veja como "rivais".


Continuação: "Hatsu Inu 2 The Animation: Strange Kind of Woman - Again", de 2008, traz mais dois episódios que não perderam na criatividade e erotismo - dessa vez temos algumas cenas de lesbianismo e até sexo a três envolvendo Fukaya, Fujino e Mita -, porém, como ponto negativo, a qualidade da animação decaiu muito em comparação com os primeiros OVAs.




Itadaki! Seieki♥








De onde saiu: Mangá, 1 volume, finalizado.

Premissa: O jovem Kanzaki recebe uma carta de amor de uma garota que pede para se encontrar com ele após as aulas; porém, além de levar um chute no rosto, o rapaz descobre que a estudante Mari Setogaya é na verdade uma vampira que pretende sugar seu sangue à força para obter energia - mas logo é revelado também que ela pode usar no lugar outros tipos de líquidos e secreções do corpo ainda mais nutritivos...

Classificação: Keitaro.

Leia a premissa acima, veja que o título do anime em japonês significa algo como "Tomarei o seu sêmen!" e julgo que já estaremos entendidos da situação, não? Adaptando os dois primeiros capítulos de um mangá de volume único lançado em 2011, "Itadaki! Seieki♥" é um OVA de 2014 que em somente um episódio mostra a leve relação entre um garoto virgem e uma atrapalhada vampira que sequer se dá muito bem com sangue - e nem seria a primeira a sofrer disso, a propósito. Depois de vermos sua tentativa frustrada em se alimentar do sangue de Kanzaki, já que isso acaba lhe causando enjoo, Mari revela que vampiros podem retirar nutrientes de qualquer forma de vida, e ainda por cima não se limita ao tal líquido vermelho que corre em nosso corpo: ela mesma confessa que até esse momento só tinha obtido energia através de suor e saliva. Nisso, a vampirinha pede então que o rapaz a deixe tomar um pouco de seu suor, mas Kanzaki, ao ver o quão o cardápio dessas criaturas é amplo, oferece maliciosamente outra secreção como alimento, e é aqui que o sêmen entra na discussão - em um primeiro instante Mari hesita e acha isso vergonhoso, mas concorda que trata-se de algo bastante nutritivo e segue em frente...


Todavia, rapidamente descobrimos que ela, obviamente, não tem lá muita experiência no assunto (imagine, ou não, alguém manuseando um pênis como se estivesse abrindo um pote de maionese...), mas por grande conveniência é nessa hora que a ruivinha desperta novos poderes dos quais mal tinha conhecimento; Mari não é só uma vampira, como também uma súcubo que é capaz de modificar sua aparência e personalidade de acordo com as preferências de seu parceiro! Com a protagonista tornando-se exímia em sexo de uma hora para outra, o anime mostra boas sequências envolvendo fellatio e paizuri. A esse ponto, registra-se, já foi metade do episódio, então para ser mais breve digo apenas que na segunda parte dois colegas de Kanzaki, invejosos por toda hora o verem de repente grudado com uma garota mesmo não tendo ele atrativo algum, decidem tirar uma casquinha dela à força, ato esse que terá duas consequências: primeiro, cenas de sexo a três ou a quatro (pois é, o garoto principal também acaba participando) nas quais Mari se transforma novamente e "vira o jogo" ao ficar mais agressiva e dominar os rapazes com suas técnicas sexuais adquiridas instintivamente; e a conclusão dessa meia vampira, meia súcubo, de que, sêmen por sêmen (...), no fim Kanzaki é mesmo sua fonte de alimento o par ideal para ela - ooohh, quanto romantismo!

É isso, mais um hentai com personagem feminina moe e algumas cenas de arte bonitinha, além de outro casal apaixonado, de certo modo.

Mas agora chega de romance, o próximo integrante da lista trará um grandioso grupo de mulheres nas mãos de um sortudo protagonista masculino sem rosto.


Mais: Junto a esse OVA foi lançado em DVD um especial de curtos 5 minutos, que só mostra novas brincadeirinhas sexuais entre o casal principal numa sala de aula.




Mankitsu Happening








De onde saiu: Visual novel.

Premissa: Keiichi Oyamada possui dificuldades para permanecer por muito tempo em qualquer emprego, e por um motivo peculiar e certamente invejável para alguns: ele se envolve em diversas coincidências e acidentes absurdos com o sexo oposto, a tal ponto que sempre acaba tendo relações sexuais com qualquer garota que conhece. Aceitando o convite de um amigo para trabalhar em um mangá café, Keiichi espera que dessa vez sua "maldição" de sortudo não o atrapalhe, mas logo percebe que não será algo tão fácil uma vez que se verá cercado de mulheres até mesmo nesse local.

Classificação: Keitaro.

Enfim uma adaptação de visual novel, e uma que veio bem rápida por sinal: o jogo foi lançado na metade de 2014, ao passo que essa série de 4 OVAs teve início menos de um ano depois. E como é de se esperar considerando a sua fonte, "Mankitsu Happening" segue um desenvolvimento ligeiramente esquematizado, onde nosso protagonista azaradamente sortudo (consegue fazer sexo com qualquer mulher? Grande coisa, de que isso adianta se é sempre demitido logo depois!), cabeludo e sem rosto definido vai esbarrando em uma garota por vez no seu novo emprego, montando assim um diversificado harém cujas integrantes jogam em ambos os times, se é que me compreendem.


As coincidências começam quando Keiichi reencontra Kururu, filha do dono desse mangá café que ele conhece da época que visitava o local regularmente; a considerando antes como se fosse sua irmãzinha - e a mesma inclusive o chamava de "onii-chan", algo que parece causar imensurável excitação em muitos otakus -, o rapaz percebe o quão ela cresceu em pouco tempo, principalmente na região do busto - e é claro que, ao flagrá-la se masturbando em uma das salas privadas do estabelecimento enquanto gemia e falava seu nome, isso levará a uma generosa cena de paizuri protagonizado por um par de seios cujo tamanho é bastante desproporcional em relação ao delicado corpo de sua dona. Após isso, o poder de Keiichi é ativado mais uma vez, agora próximo a Rei, colega de trabalho com busto igualmente notável (do tipo kyonyuu*, talvez, ou então bakunyuu*) e um tanto distraída e inexpressiva: como é de noção geral, a física não é uma matéria muito respeitada em hentai (e em animes como um todo, né), mas haja "licença poética" para que alguém, ao escorregar no banheiro masculino, caia de braguilha ainda aberta em cima de uma garota que nem deveria estar ali, e com seu órgão genital se encaixando perfeitamente na boca dela - quanta formalidade e enrolação para citar o início de um boquete, não acham? O episódio 1 reserva espaço também para outra sequência envolvendo Kururu, que praticamente forçou a própria contratação para ficar perto de seu "onii-chan", sendo que agora transará com ele no meio de estantes repletas de mangás - o local não deve ter muitos clientes, se funcionários podem fazer isso à vontade... -, e de resto Rei fecha a estreia se aproveitando da situação incomum de Keiichi para forçar mais um “incidente”, havendo aqui curiosas cenas de lactação durante o sexo e uma garota que se mostra bem diferente de seu rotineiro comportamento reservado e quieto.

Nos episódios seguintes, entre tropeções no ar e escorregões bizarros que farão calcinhas e partes íntimas femininas surgirem diante de si, Keiichi ainda se verá tirando a virgindade da romântica Mitsuki, uma idol que tentou em vão esconder sua identidade;participará de uma sessão de sexo em grupo onde mal sentiremos - como se alguém fosse reclamar disso - a presença do rapaz por culpa das picantes sequências de lesbianismo entre as três garotas, sem contar mais uma barulhenta e chamativa atuação da Rei (de longe a favorita dos fãs da visual novel, já que suas cenas são realmente bem provocantes); e conhecerá por fim Sayaka, típica “ojou-sama” que abre um mangá café moderno e rouba a clientela do local de trabalho de Keiichi, contudo dá para resumir que alguns atos libidinosos em público a obrigarão fechar o negócio, se apaixonar por Rei (!) e passar a morar numa das salinhas do mangá café rival, visto que ela foi expulsa de casa após a vergonha que causou à sua família. De todo modo, não importa a desculpa usada para justificar mais uma garota próxima a Keiichi, apenas que o quarto e último episódio encerra o anime apresentando novas e estrondosas cenas de sexo em grupo, com direito a uso de acessórios sexuais e duas duplas praticando lesbianismo - ah, sim, o garoto está ali, mas novamente pouco se percebe sua presença...

Aproveitando-se também de um considerável número de momentos com ahegao - num estilo muito semelhante ao visto no popular "Eroge! H mo Game", que é do mesmo estúdio e diretor - e diálogos sujos tão excêntricos e forçados que chegam a ser invariavelmente cômicos, "Mankitsu Happening" será um dos títulos mais excitantes e "agitados" dessa lista, justamente porque traz um elenco feminino constante em variadas cenas de sexo que não terão muito intervalo entre si. É putaria de ótima qualidade o tempo inteiro, para ser direto no assunto, e sigamos em frente porque já falei demais e ainda faltam outros 6 animes para fechar esse post.


Pratas da casa: O estúdio Collaboration Works costuma colocar referências de suas próprias obras em cada anime, algo que se repetiu aqui: geralmente usam pra isso pôsteres colados em paredes ao fundo (numa loja que vende produtos otakus esse truque se encaixa naturalmente, porém já vi fazerem isso até no quarto de garotas estudantes...), mas em "Mankitsu Happening" também é possível ver à exaustão protagonistas de algumas de suas obras sendo usadas no papel de figurantes ou, então, servindo como exemplo de antigas "vítimas" do poder de Keiichi nas horas que ele fala a respeito - a propósito, as que aparecem no link são dos animes "Tsugou no Yoi Sexfriend?" e "Maki-chan to Nau.", ambos bons títulos que "ficaram no quase" para serem adicionados nesse post.

Kyonyuu, bakunyuu e outros: São termos usados para classificar o volume dos seios, simples assim. Em sites americanos encontrei várias divergências com relação ao tamanho específico de cada um em centímetros - provavelmente teria achado algo muito mais claro se pudesse pesquisar em japonês - porém, do menor ao maior, eis a ordem: hinnyuu (pequeno) - funyuu (normal) - kyonyuu (grande) - bakunyuu (muito grande) - chounyuu (enorme). Para terem uma noção básica, de nível chounyuu há como um conhecido exemplo em animes a Cattleya do famigerado "Queen's Blade" (clique aqui para ver algumas imagens suas de corpo inteiro), mas ela ainda seria "modesta" perto dos exageros dessa categoria que podem ser encontrados em diversos mangás, doujins e fanarts.






Rance 01: Hikari wo Motomete The Animation









De onde saiu: Jogo de RPG para PC.

Premissa: Um egocêntrico guerreiro, chamado Rance, recebe a missão de procurar por Hikari Mi Blanc, uma garota de família nobre que desapareceu misteriosamente. Enquanto investiga seu paradeiro, esse autodeclarado herói colecionará aventuras sexuais com várias outras mulheres que encontrará pelo caminho.


Classificação: Keitaro.

E falemos de mais uma adaptação de jogo: “Rance” é uma série de títulos de RPG que foi criada em 1989 pela Alice Soft, uma das desenvolvedoras mais tradicionais no campo de jogos eróticos japoneses. Mesclando elementos de estratégia e exploração junto ao conteúdo adulto, a franquia já rendeu mais de dez continuações e histórias paralelas ao longo dos anos (a última veio em 2014), e esse anime, atualmente com 3 OVAs e ainda em andamento, é baseado no jogo de mesmo nome lançado em 2013, que seria um remake do primeiro título com algumas modificações em certos eventos e no modo de jogar. Aliás, essa não é a primeira versão animada de “Rance”: em 1994 houve “Rance: Sabaku no Guardian”, OVA de dois episódios que apresentou um material original onde o protagonista é contratado para eliminar um grupo de bandidos que tem raptado garotas virgens.


Dito isso, nada de rapaz castrado, disputando a atenção com vibradores ou sequer possuindo uma face; eis enfim um protagonista masculino de algum destaque e que se impõe, apesar de este ser um narcisista, safado, aproveitador, grosseiro e inclusive pisoteador de cachorros (!!!) metido a herói que se acha o melhor guerreiro de Leazus, reino de ar medieval com magia onde a trama se passa. Tendo ao seu lado a lerdinha e bonitinha Sill, escrava da qual não cansa de dar cascudos e abusá-la moral e fisicamente (o anime não explica essa parte, porém ela viria de uma família rica e foi comprada por Rance em um leilão após ser raptada por bandidos), esse nada nobre rapaz sai à procura de pistas quanto ao paradeiro da tal Hikari, ficando evidente as origens do anime devido às suas piadinhas internas e o modo como outros personagens e eventos são apresentados. Seja recebendo de repente o pedido de um pai desesperado para que salve sua filha que foi sequestrada por uma gangue, apanhando de uma garota atrás da outra na qual deu em cima ou conquistando o coração de outras várias com sua lábia e truques sujos, veremos Rance realmente preso a um desenvolvimento típico de RPG, já que, por exemplo, em dado momento é lhe dada a tarefa de derrotar fantasmas em troca de informações vitais à sua missão principal; porém, para isso ele precisará antes de uma espada especial a fim de derrotá-los, e por coincidência uma popular guerreira aparece diante de si com essa arma – só que ela só emprestará a espada (e de algum modo seu corpo também entrou na barganha) caso ele se saia bem em um torneio e a derrote, sem contar outras situações semelhantes presenciadas nesses três episódios que ajudam o pseudo roteiro a seguir em frente.


Em relação a esse ponto, de história, “plot” etc, “Rance 01: Hikari wo Motomete” é sim mais encorpado do que boa parte dos animes dessa lista (a meu ver só perde para outra fantasia que surgirá lá no final), contudo isso perde importância uma vez que muitas informações do jogo sobre o mundo da trama e seu elenco são omitidas ou mal explicadas, resultando somente em uma historinha toda furada cujo protagonista ronda pra lá e pra cá enquanto realiza façanhas e transa com diversas garotas – o tal mistério sobre Hikari ainda está para se resolver apesar de já ter sido bastante esclarecido, envolvendo temas mais pesados que, de todo modo, se diluem no clima descontraído e leviano que a animação transmite o tempo inteiro. Nisso, chegamos finalmente (que enrolação, hein!) ao teor pornográfico: sendo animado não por um estúdio produtor habitual de hentai, mas sim pelo Seven - estúdio que normalmente comanda séries de TV curtas, como "Okusama ga Seitokaichou!", "Danna ga Nani" e "Ai Mai Mi" -, a animação se mostra bem mais fluida e dinâmica nas cenas de sexo, que aqui são menos frequentes do que nos títulos anteriores, média de somente duas por episódio, por conta de sua já citada tentativa em esboçar um roteiro e também pelo esforço em incluir uma comediazinha pálida cá e lá e sequências de ação que, para um hentai, são relativamente decentes - mas caso fosse uma série de TV qualquer essas mesmas partes seriam medíocres, porém vamos dar um desconto porque na maioria das vezes nem dão a minima em movimentar alguma coisa além dos corpos dos personagens transando. Nesses três primeiros episódios 5 garotas se interagirão com Rance mais intimamente, indo desde guerreiras e guardas como as orgulhosas Yulang e Menado, que cedem seus corpos ao serem derrotadas pelo anti-herói em desafios que auxiliarão na progressão de sua missão; Necai, uma personagem cuja aparição rápida segue o mesmo esquema; e Pulptenks, jovem sequestrada por uma gangue que é "salva" por Rance e se apaixona por ele - usei aspas porque, na verdade, esse guerreiro sem escrúpulos nem moral a flagra numa cama ainda vendada e se passa pelo vilão recém derrotado para estupra-la e, só depois disso, liberta-la como se tivesse acabado de chegar. Quanto a Sill, essa é a única que se repete no cardápio de seu mestre, com exatamente uma cena por episódio, e todas ao ar livre (destaque para uma transa que ocorre no balanço de um parquinho) enquanto ela é humilhada verbalmente. Tais cenas de sexo, a propósito, são deveras básicas, não havendo aqui o uso de qualquer fetiche ou prática menos corriqueira.

"Se uma garota se encontra perto de mim, alguma coisa pervertida está destinada a acontecer!"; mesmo sendo um canalha, pra dizer o mínimo, é inegável que um protagonista masculino com tal personalidade acaba se tornando um diferencial para qualquer animação hentai, tanto que no MyAnimeList ele é com folga o personagem mais favoritado pelos usuários, muito a frente de qualquer fêmea que ele passe a mão ou que fica só na vontade após ser agredido por suas investidas e boca solta. “Rance 01: Hikari wo Motomete” tenta ser engraçado e falha, tenta esboçar um enredo e cai por terra, mas ao menos ostenta um líder que se faz notar (por mais babaca e odioso que ele poderá ser para boa parte dos espectadores) e, acima de tudo, traz um teor erótico muito bem animado para os padrões do gênero.


Em andamento: O quarto e possivelmente último episódio (estou chutando tendo em vista o desfecho do terceiro, pois não achei nenhuma notícia confirmando isso) está previsto para ser lançado dia 24 de junho, segundo mostra o site oficial do anime.




Shoujo Sect








De onde saiu: Mangá, 2 volumes, finalizado.

Premissa: Shinobu Honda se apaixonou por Momoko Naitou desde o primeiro dia em que se conheceram, quando crianças, porém Momoko não se recorda de já tê-la encontrado antes e muito menos de que prometeu vê-la novamente. Estando as duas hoje com 16 anos e ambas estudando numa escola só para garotas, Momoko e Shinobu possuem personalidades opostas e seguem caminhos diferentes, cada qual tendo relacionamentos complicados com pessoas do mesmo sexo, mas Shinobu ainda tem esperança de que Momoko se recorde dos acontecimentos e da promessa feita anos atrás.


Classificação: Keitaro.

Com 3 episódios lançados em 2008 e baseado num 
mangá composto por 2 volumes publicado entre 2003 e 2005, "Shoujo Sect" traz enfim (várias) personagens 100% lésbicas - ou seja, sem essa de garotas na prática bissexuais que transam entre si e ao mesmo tempo têm relações sexuais com homens, igual ao que já viram em dois animes acima e que também verão em outro logo abaixo. Além de ser o título de conteúdo mais suave nesse post, ele é o que mais se preocupará em desenvolver o caráter de suas personagens principais, ainda que estejamos falando de algo tão fino como uma folha de sulfite.


Descobrimos que promessas de infância não são exclusividade de casais heterossexuais, mangás shounen e visual novel com haréns ao redor de um rapaz qualquer; anos atrás Shinobu e Momoko brincaram juntas num parquinho e, aliado a repartição de um biscoito e um singelo beijo, isso foi o suficiente para florescer um sentimento maior do que amizade em Shinobu, mas é de se esperar que Momoko, por outro lado, sequer se lembre do que aconteceu - eram crianças, pôxa! O tempo passou, e já na abertura do primeiro episódio vemos o quão Shinobu permanece sofrendo com essas lembranças, porém no presente a situação das duas é muito distinta: enquanto ela se tornou uma pessoa espontânea bastante admirada e cercada por belas garotas, sendo que inclusive mantém duas delas como parceiras de cama e "empregadas" - primeiro a exótica e morena Kirin, e em seguida a ingênua Maya, que é descoberta após roubar-lhe um beijo ao vê-la dormir numa sala de aula -, Momoko tornou-se uma aluna extremamente certinha e membro do comitê disciplinar, dando a todo momento sermões em Shinobu devido ao seu comportamento inadequado e promíscuo. No primeiro episódio, junto a definição das personalidades das protagonistas, posso dizer que haverá também a menção a certa lenda na escola envolvendo uma sala de artes e uma personagem que conheceremos melhor mais à frente, e, o que de fato interessa, duas cenas de sexo, sendo uma delas protagonizada por Shinobu e suas "seguidoras" principais que eu citei; e a outra, o início de uma incestuosa relação carnal entre irmãs (!), que antes de consumirem o ato haviam cada qual pego conselhos com Shinobu e Momoko quanto a tal problema, algo que resulta numa breve discussão entre elas no final - aliás, olha que toque artístico, essa cena das irmãs em particular é docemente acompanhada pela famosa "Moonlight Sonata" de Ludwig van Beethoven! O compositor e pianista francês (e meu xará!) Erik Satie é outro do qual pegam algumas obras emprestadas para elevar o nível desse anime cheio de garotas se amando, não tendo logicamente nada a ver o fato de ser muito mais barato e fácil usar composições de domínio público do que criar material próprio.

Ao contrário do que estou fazendo com a maioria dos outros títulos aqui presentes, para "Shoujo Sect" julgo preferível não detalhar tanto seus acontecimentos, já que, por mais raso que seja o desenvolvimento de sua historinha, ainda assim ela revelará algumas boas surpresas. Dessa forma, no meio do draminha de Kirin e Maya que sofrem ao não terem seu amor correspondido por Shinobu e por vê-la passar pela mesma situação, as consequências vindas da breve relação entre uma aluna e sua professora que "ensinará" a ela mais do que deveria, e por fim as chantagens que alguém enfrentará a fim de proteger aquela que ama, Shinobu e Momoko continuarão trocando farpas entre si, seja devido a chocolates no Dia dos Namorados ou pontos de vista divergentes sobre um assunto, e no fim... Bem, o desfecho é previsível, só não revelo mesmo como chegarão até ele. Repleto de diálogos sentimentais e monólogos introspectivos cuja maioria o nível intelectual é de se questionar, "Shoujo Sect" dispõe de uma delicadeza significativa para o gênero; não nego que achei alguns momentos "bonitinhos" e um tanto sensíveis, digamos assim, mas caso fôssemos mais a fundo nos eventos mostrados aqui acharíamos muita coisa para se falar e ironizar. Relevemos novamente, façamos vista grossa, pois, para uma animação com cerca de 5 sequências de sexo explícito entre garotas durante 3 episódios, o roteiro é até satisfatório - não que a maior parte de vocês verá isso justamente pela história, mas somente queria deixar isso destacado.

E que absurdo, estamos no sexto anime hentai da lista e só agora citei a palavra incesto. Vamos então falar de um inteiramente focado nisso!


Incoerência: Ah, somente um reflexão boba, mas é curioso como que em toda obra puramente yuri, seja ela anime ou mangá, as garotas não usam, ou se aproveitam pouco, de vibradores e outros acessórios sexuais (em 'Shoujo Sect" por exemplo aparece apenas um, discreto, numa cena rápida), enquanto que em animes ou mangás com protagonistas masculinos e relações heterossexuais ocorre o extremo oposto...




Taboo Charming Mother










De onde saiu: Mangá, 2 volumes, finalizado.

Premissa: Misako se casou novamente há pouco mais de um ano, porém sua vida conjugal não está nada boa uma vez que o marido Yosuke dedica mais tempo ao trabalho do que a ela. Além disso, estranhas ligações pervertidas feitas por um homem misterioso atormentam sua solitária e carente rotina de dona de casa, e para piorar até o jovem Kazuhiko, filho de Yosuke, revelará que a enxerga mais do que uma mera madrasta.

Classificação: Keitaro.

Sim, sexo entre mãe e filho que não são ligados por sangue, o tipo de incesto mais comum em hentai após o de irmã/meia irmã; baseado em um mangá de 2 volumes publicado entre 2001 e 2002, "Taboo Charming Mother" teve 6 episódios lançados de 2003 a 2005, e... Bem, o texto dele será um tanto rápido pois cenas de sexo o anime entrega aos montes, enquanto todo o restante é tão estúpido que dispensa muitos comentários - mas só faltava essa de eu reclamar, num post sobre hentai, de um anime que tenha putaria em excesso...



Uma solitária dona de casa cujo marido "não comparece" na cama já há dois meses, sem falar no seu enteado que a trata friamente; é nesse estado que Misako passa a se envolver com alguém que conversa apenas por telefone, em ligações nas quais tal pessoa lhe diz frases obscenas - esta interação, contudo, atinge um novo grau quando esse homem deixa como "presente" um vibrador na porta de sua casa para que possa usá-lo. Ignoremos nesse ponto, para o nosso próprio bem, a falta de raciocínio no prosseguimento disso, pois Misako cai na promessa dele de que vai parar de ligar caso use o acessório ao menos uma vez próxima ao telefone; e também desliguemos o cérebro pelas cenas onde, junto a um diálogo sujo e cômico, o sujeito dá ordens quanto ao que fazer com o vibrador para uma mulher de corpo invejável que acata desesperada todos os pedidos como se não tivesse outra opção (tipo, poderia encerrar a ligação e pronto), chegando inclusive ao cúmulo de uma perguntar se está fazendo isso ou aquilo corretamente e o outro responder que sim - de novo, estão se falando por telefone, entendem? Após isso, vamos logo pular e citar os acontecimentos principais dos dois primeiros episódios: O "disk sexo" (esse serviço e o "Ligue e converse com o Papai Noel!" me renderam contas de telefone altas e muitos xingos quando menor!) continua mais um pouco, Misako de repente flagra o enteado Kazuhiko se masturbando com uma calcinha sua, ela passa a vê-lo com outros olhos, Kazuhiko surpreende a madrasta numa dessas brincadeiras por telefone, e... Logo descobrimos que tudo foi um plano do próprio rapaz para seduzi-la, um tremendo "plot twist" que será logo acompanhado pela introdução de Emiko, irmã de Misako que, ao tentar "ajuda-la" a sair dessa relação incestuosa e "doentia" segundo ela própria define, termina caindo na lábia de Kazuhiko ("Eu paro se você fizer isso no lugar dela"...) e se apaixonando pelo mesmo, iniciando assim um inusitado e patético triângulo amoroso em família.

Se o cenário fosse levado com toques de comédia ou maior indiferença eu não pegaria tanto no pé, mas "Taboo Charming Mother" insiste em dramatizar sua trama o quanto pode, usando enquadramentos no rosto em momentos de maior tensão, trilha sonora pseudo séria e diálogos que em tese serviriam para criar algum caráter ou fundamentar a ação dos personagens, mas que no fim são bastante imbecis - ouvir Misako declarar honradamente "É meu dever como mãe!" quanto a sua decisão em manter tal elo com o enteado, ou então Kazuhiko falar "Pensei que caso transasse com um estranho você iria me aceitar", para justificar o fato de tê-la obrigado a transar em grupo com cinco rapazes colegas seus antes de consumirem de vez sua relação carnal, são alguns bons exemplos. Enfim, obras hentai não são um modelo de coerência e inteligência, sabem disso, mas "Taboo Charming Mother" se supera. E por que o recomendo aqui? Oras, tirando esses "detalhes" temos excelentes e abundantes sequências de sexo envolvendo duas mulheres mais velhas, ou duas MILFs para os entendidos, de corpos com medidas generosíssimas, nas quais os fetiches mais abordados serão fellatio, anal e facial*. Por focar tanto nesses três termos que citei alguns consideram que o anime acaba ficando repetitivo, mas particularmente não vejo problema nisso se tais cenas permanecem bem montadas e animadas, com exceção da evidente queda de qualidade num episódio em separado - pra mim parece mais birra de quem está mal acostumado com aqueles hentai que vão escalonando o conteúdo, ficando mais intenso ou hardcore a cada episódio/volume.

E como se não bastasse tantas asneiras ouvidas após seis episódios, o anime sequer tem a coragem de encerrar dignamente o circo dramalhão que criou, parecendo antes que seu autor ficou sem ideias sobre como fecha-lo. Ao menos, no quesito que de fato importa "Taboo Charming Mother" não fica devendo nada, apesar de eu reconhecer que para muitos isso de incesto com madrasta, tia e etc não é um cenário que se dê para tolerar em troca de um estimulante material pornográfico.


Facial*: Palavra usada para quando a pessoa goza no rosto da(o) parceira(o).

Do mesmo autor: Extremamente dedicado a MILFs, o mangaká de "Taboo Charming Mother", Tsuzuru Miyabi, já teve outras duas obras suas animadas, nesse caso "Nikuyome: Takayanagi Ke no Hitobito", OVA de 4 episódios lançado de 2005 a 2007 que mostra mais uma mulher recém casada que passará por maus bocados com membros da família de seu marido; e "Enyoku", OVA de episódio único de 2007 focado numa professora de inglês que se relaciona com um de seus alunos.



Victorian Maid Maria no Houshi








De onde saiu: Animação original.

Premissa: Uma empregada, chamada Maria, toma conta das necessidades sexuais de seu mestre durante uma noite qualquer na Era Vitoriana.

Classificação: Keitaro.

OVA de episódio único produzido em 2015 pela Toranoana (rede de lojas que comercializa mangás e doujins), "Victorian Maid Maria no Houshi" mostra simplesmente, e quase todo o momento em primeira pessoa, uma linda empregada loira e de olhos azuis ajudando seu patrão a "relaxar" após um aparente cansativo dia de trabalho. Usando seu esmerado uniforme típico da Era Vitoriana, vemos Maria em várias situações e ângulos enquanto cumpre seu "dever" com extrema destreza e seriedade.



Não há tanto no que me alongar sobre essa animação: em 24 minutos são flagradas cerca de duas cenas com paizuri envolvendo o busto gigantesco de Maria, além de outras cinco focadas em fellatio, número altíssimo considerando que é tudo num só episódio - além dessas, há algumas sequências de sexo normal em posições variadas, leves carícias no geral e pronto, conteúdo pornô resumido até que de forma decente. Entretanto, junto à boa animação, devo salientar que "Victorian Maid" ostenta alguns detalhes interessantes que o diferenciam da montagem padrão de um anime hentai, dentre eles a falta total de música ao fundo e a presença de efeitos sonoros mais realistas (sim, estou elogiando a sonoplastia durante os atos sexuais, e daí?), o que conferem às cenas de sexo um ar, pra mim, mais excitante e natural, não esquecendo ainda a notável e provocante dublagem realizada por Hatsumi Takada - pois é, estou elogiando a atuação de alguém por seus gemidos e frases libidinosas, fazer o quê? Possuindo um ritmo mais sossegado e "maduro", reproduzo aqui um comentário que li no MyAnimeList a respeito desse OVA, onde alguém disse que ele seria o "anime iyashikei dos hentai"; não vou falar que concordo totalmente com a frase, mas compreendo perfeitamente onde ele queria chegar.

É isso, saímos um pouco da curva mas voltemos a normalidade: o próximo anime da lista trará garotas demônios e futanari, nada que já não tenha sido abordado antes...


Peitos, peitos, peitos: Diretor desse anime e autor do "character design", Hiraku Kaneko já homenageou essa parte do corpo feminino em alguns outros animes muito conhecidos por seu teor altamente ecchi e garotas cujos bustos alcançam proporções absurdas, tais como "Seikon no Qwaser" (um rapaz tendo que tomar certo líquido sagrado vindo dos seios de garotas para poder lutar!), "Manyuu Hikenchou" (peitos são sinônimo de status no Período Edo!) e "Maken-Ki! Two" (estudantes peitudas com poderes especiais lutando entre si!). Ele também já comandou um outro OVA hentai, chamado "Oyakodon: Oppai Tokumori Bonyuu Tsuyudaku de", que possui algumas sequências de incesto entre mãe e filha.




Viper GTS









De onde saiu: Visual novel.

Premissa: Carrera é uma demônio muito competente em seu trabalho, cuja principal tarefa consiste em formar contratos com humanos para realizar seus desejos e, em troca, se apoderar de suas almas. Porém, em certa noite ela é chamada pelo jovem Ogawa, um rapaz da qual Carrera se afeiçoa e acaba por não levar sua alma mesmo após completar o serviço, decisão essa que a fará ficar presa numa cela como punição - além disso, anjos do Céu notam um distúrbio no fluxo de almas presentes na Terra, decidindo assim tomar alguma medida contra o Inferno para corrigir essa anormalidade.

Classificação: Keitaro.

Com 3 episódios lançados de 2002 a 2003 e inspirado numa visual novel publicada em 1994, "Viper GTS" é sem dúvida o anime mais "clássico" dessa lista, tendo desfrutado de uma imensa popularidade no início dos anos 2000. Possuindo poucas, porém boas sequências de sexo, uma
 voluptuosa, chamativa e ninfomaníaca protagonista feminina e um tom humorístico digno de ser mencionado considerando o gênero, o anime retrata o eterno embate entre o Céu e o Inferno, mas dessa vez com direito a relações sexuais entre inimigos e anjos que fazem brotar, no meio de suas pernas, um pênis a fim de "purificar a alma suja" de Carrera usando sua "água sagrada" (sério, eu não estou inventando, elas dizem isso mesmo).


Ôpa, me adiantei demais. Voltando ao episódio 1, nele é rapidamente explicado no início, após uma curta cena de lesbianismo envolvendo Carrera e sua pupila loli Rati, que demônios reúnem almas humanas para criar cristais que podem ser usados até na geração de vida - e fica nisso, porque nem na visual novel detalham direito qual a finalidade dos mesmos no dia a dia, dentre outras questões levantadas durante os 3 episódios, entretanto quem seria idiota de ficar apontando esses furos num hentai, não é? Além das duas garotas citadas acima ainda há Mercedes, uma auto declarada rival da protagonista que, por se atrapalhar demais em suas missões, quase sempre retorna da Terra de mãos vazias devido aos transtornos causados para o humano que lhe invocou, não sendo capaz nem de realizar tarefas domésticas. Dito isso - okay, eu deveria citar também o demônio Alphinia, mas desse não há o que dizer além do fato de ele possuir dois pênis, algo aparentemente comum em tais seres... -, em seguida vemos Carrera ser chamada por Ogawa, garoto nerd que em um primeiro momento desejava com esse ritual arranjar alguém que matasse aqueles que o fizeram mal (bullying?), porém achemos justo que o rapaz se esqueça de toda essa bobagem ao ter diante de si uma súcubo de corpo admirável e quase totalmente à mostra, pedindo então no lugar uma noite de sexo completa, que vai desde anal a fellatio enquanto ele profere pérolas como "É forte, mais ainda assim suave", "É como estar preso em uma teia de aranha, impossível escapar", "Parece uma criatura viva!" e "Quando você prova nunca mais para de comer, esse deve ser o fruto proibido!" - deixo para a imaginação de vocês a qual parte do corpo cada trecho faz menção. No final, a libido de Carrera se mostrou excessiva para o corpo frágil de um virgem adolescente - a tal ponto que impossibilita a retirada de sua alma -, e a demônio, por ir embora sem trazer nada, é obrigada a ficar presa numa cela por cinco dias (trabalho bem rigoroso, esse).

Dos outros dois episódios não me aprofundarei muito, mas em resumo veremos anjos usando armaduras toscas e armas de energia para raptarem Carrera - pois a consideram culpada por supostamente violar umas tais "Regras da Reencarnação" - e, claro, todos os seus companheiros partirão rumo ao Céu (ou a parte mais baixa dele) com o intuito de salvá-la - incluso o quatro olhos Ogawa, que forçou sua participação nesse resgate e antes disso invocou desesperado e sem querer os outros personagens na tentativa de rever sua amada; e Mercedes, que apesar de se rivalizar com Carrera chega a protagonizar ao lado da mesma uma cena de "pseudo futanari", já que aqui testemunhamos sua cauda ser usada como membro fálico. De restante, tem-se anjos realizando o "ritual de purificação" em Carrera e mais tarde em Rati, que também foi capturada; o garanhão e multi bem dotado Alphinia colocando em dia um antigo impasse amoroso com uma guarda celestial; Ogawa mostrando sua dedicação e paixão ao transar com uma anjo para obriga-la a confessar o paradeiro da lasciva demônio de cabelos verdes; e essa mais uma vez provando o quão seu apetite sexual é voraz ao deixar suas inimigas sem um pingo de "água sagrada" no corpo antes mesmo dela mostrar qualquer sinal de cansaço, o que tornará a operação de resgate praticamente infrutífera uma vez que se salvou por conta própria. Carregando ainda no meio dessa historinha uma quantidade razoável de cenas onde personagens maliciosos fazem caretas e piadinhas, "Viper GTS" é outro hentai capaz de atrair a atenção não somente pelo ótimo conteúdo erótico, ainda que com atributos cujos níveis, repito mais uma vez, seriam desprezíveis em uma animação normal.

Pronto, sigamos adiante com o último anime da lista, que por coincidência trará mais demônios - e nekogirls, homem-cavalo bem dotado (ah, sério?), homem-esqueleto, homem-porco...




Words Woth








De onde saiu: Jogo de RPG para PC.

Premissa: Lendas dizem que um monólito, conhecido pelo nome de "Words Worth", possui em si segredos que uma vez decifrados farão seu leitor compreender o mundo como um todo - porém nem os habitantes da Tribo da Luz que moram na superfície, e tampouco os da Tribo da Escuridão que se escondem no subsolo, são capazes de ler suas palavras. Antes vivendo em harmonia, tais tribos acabaram entrando em guerra após uma culpar a outra pela destruição do "Words Worth", sendo que esse conflito já perdura por 100 anos enquanto cada uma tenta recuperar os pedaços do monólito que se espalharam pelo mundo.

Príncipe da Tribo da Escuridão, o jovem e indisciplinado Astral deseja se tornar um guerreiro, porém por certos motivos seu pai, o rei Wortoshika, não o permite que faça isso. De qualquer modo, durante uma investida da Tribo da Luz no território da Tribo da Escuridão, Astral dará um jeito de se envolver na batalha, ato esse que trará grandes e trágicas consequências e que possivelmente colocará um fim no mistério em torno do "Words Worth".

Classificação: Mestre Kame.

Sinopse grandinha, não? E olha que ainda deixei de lado alguns pontos para aproveitar nesse texto, pois "Words Worth", anime produzido pelo infame Arms em 1999 (estúdio hoje focado em séries de TV ultra ecchi, mas que até 2007 animava obras hentai), realmente apresenta uma trama que poderia facilmente se sustentar sozinha mesmo sem o conteúdo explícito - está certo que nesse caso teríamos em mãos um anime de fantasia medieval que acusaríamos de ser extremamente clichê e previsível, mas isso já é outra questão. Curiosamente, esse OVA de 5 episódios traz bem mais cenas de sexo do que o jogo de RPG em visual novel lançado em 1993 do qual ele se baseia, além de ter excluído vários personagens do mesmo para enxugar a história.



Enfim. Astral é de início o seu habitual protagonista de bom coração um tanto distraído e bobalhão - exceto na cama, obviamente -, mas ao menos sua caracterização e desenvolvimento não o tornam um personagem tão insuportável e esquecível. Apesar de estar de casamento marcado com a bela e loira guerreira Sharon, o rapaz sequer é visto como um bom pretendente pela moça visto que ele é um fracote que sequer sabe manejar direito uma espada, achando inclusive o melhor combatente da Tribo da Escuridão, Kaiser, como alguém superior no qual Astral poderia se espelhar - ah, nem se importem em lembrar desse bishounen dono de sedosos e longos cabelos azuis, pois o coitado passará o anime todo chupando o dedo. Todavia, como estamos falando da adaptação de um jogo, nosso protagonista supera rapidamente essa deficiência ao realizar um rápido treino num salão no nível mais difícil e, assim, garantir um tal selo que o torna oficialmente um guerreiro! Se intrometendo depois disso no meio de novo confronto entre duas raças que, há um século, brigam entre si porque uma acha que a outra destruiu um suposto monólito de origem divina que tem gravado caracteres dos quais ninguém sabe ler, me limito a dizer que Astral verá um velho amigo perder a vida diante de si - havendo a indispensável cena onde esse profere suas ultimas palavras enquanto é segurado pelos ombros -, salvará a amada Sharon de ser desonrada pelo inimigo em pleno campo de batalha - porém não comecem a achar que Astral é um grande herói, porque antes disso ele praticamente violentou uma prisioneira que, surpresa, é filha do homem que atacou Sharon -, e... Essa parte omitirei em respeito ao esforço do anime em contar uma história linear, revelando somente que após dois episódios focados nesse trecho veremos uma longa e brusca passagem de tempo de 20 anos onde Astral, agora mais maduro e forte, será um dos responsáveis em dar um fim nesse conflito e assim unir novamente as duas tribos.


Em meio a conspirações, traições, armadilhas, guerreiros lendários, segredos familiares guardados por anos e mais algumas cenas de luta precariamente animadas, "Words Worth" nos joga um enredo clássico de RPG que, se podemos muito menospreza-lo devido a falta de criatividade e alguns furos, há de convir que ele no mínimo possui coragem em abordar tantos elementos e eventos em um gênero primariamente voltado a pornografia - de tal maneira que admito ter me desapontado um pouco com o seu final, que se por um lado desatou um ou outro nó do roteiro, por outro encerrou de forma anti climática a principal questão da trama. E sim, igual a "Rance 01", esse estilo narrativo traz como resultado o fato de haver poucas cenas de sexo em cinco episódios, ainda que tenham aumentado a quantidade delas em relação ao jogo. O anime faz questão de mostrar apenas duas sequências explícitas por episódio (caso desconsideremos que o segundo tem uma terceira cena bem rápida) e, se homem cavalo violentando uma prisioneira recém capturada - para sorte da moça não ocorre penetração... -, homens porcos fazendo o mesmo com outra mulher (para azar dessa eles usam um dildo baseado no membro do homem cavalo...) e vilões de aparência disforme usando seus tentáculos para subjugar o inimigo são trechos de alcance restrito, as demais sequências não são só mais convencionais, como ainda ostentam em sua maioria um ar mais atraente do que o normal ao trazer cenas com poucos cortes, foco maior nas expressões moderadas das personagens femininas, boa dublagem e uso razoável de trilha sonora ao fundo. Em cinco episódios o harém de Astral será formado por Maria, uma sorcerer esquentadinha da Tribo da Luz que é raptada e parece possuir somente uma magia (talvez para economizar na animação e assim poder reusa-la à vontade...); Nina, uma nekogirl de personalidade dócil e inocente - aliás, deixo aqui a minha crítica sobre como nekogirls são tão ignoradas em animações hentai, sempre aparecendo no máximo como coadjuvantes! -; Mew, uma garota da Tribo da Luz cujo envolvimento com Astral é o mais debatido por conta de certas revelações no final do anime; Delta, uma demônio da Tribo da Escuridão que, uma vez hipnotizada, tentará mata-lo; e Sharon no último episódio, sendo que não creio estar estragando alguma surpresa porque essa seria óbvia e questão de tempo - pena que ela tenha demorado demais para se decidir, porque a esse ponto já possuirá algumas "rivais" amorosas para atrapalhar sua relação. Ah, e só para esclarecer o que citei no encerramento do texto de "Viper GTS" e uma das imagens acima, há também um homem esqueleto nisso tudo, mas esse é outro que acaba passando em branco no anime (se bem que desconfio de sua capacidade em fazer qualquer coisa na cama, né, porém os doujins de "Overlord" estão aí pra provar que não seria algo assim tão impossível...)

Com um protagonista metido a engraçadinho que de jovem inútil se tornará um pegador que salvará o dia, "Words Worth" pode não ter uma animação tão chamativa no visual igual a "Rance 01", mas confesso que ainda assim o considero melhor graças à sua história e ambientação mais bem elaborados (sei que estou discutindo sobre isso no lugar errado, mas okay), o fato de ser liderado por um protagonista menos odioso e o detalhe de possuir - por mais que soe estranho considerando as quase duas décadas que os separam - cenas de sexo de maior apelo devido ao estilo sóbrio utilizado aqui. Questão de gosto, claro, pois conheço pessoas que não suportam ver animes hentai que ultrapassem uma década de existência unicamente por acha-los datados, feios, insossos, ao passo que outros preferem mesmo os antigos pela falta de censura e maneirismos encontrados nas obras de hoje em dia. Independente disso, recomendo ambos e os outros oito títulos comentados nessa lista, e espero que, para os que curtem esse gênero, ela seja tão útil quanto foi a primeira.


Mais: Composto por 2 episódios lançados em 2002, "Words Worth Gaiden" mostra eventos que antecedem esse anime, mas é lógico que não há necessidade em ver um para assistir o outro (são animes hentai no final das contas, oras).

Profissionalismo: Como curiosidade, na dublagem americana de "Words Worth" algumas personagens receberam vozes de atrizes pornôs reais - contudo não procurei por essa versão pra analisar o quão "verossímil" foi a atuação delas. Se não me engano já fizeram isso aqui no Brasil no início dos anos 2000 com uma ou duas animações, a fim de ajudar na divulgação delas.

E voltando ao homem cavalo... : Esta fatídica frase dita por ele no primeiro episódio (não preciso traduzi-la, preciso?) tornou-se uma meme bastante usada em fóruns de discussão e imagem, tanto que a primeira vez que ouvi falar sobre "Words Worth", há cerca de 6 anos, foi exatamente devido a ela enquanto fuçava um site chan da vida. Parabéns, internet!


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