Login com o Facebook

Home > Cervejas > Degustação: Birra del Borgo Etrusca

Degustação: Birra del Borgo Etrusca

  • Seguir
  • Facebook
  • Twitter
  • E-mail
  • Compartilhar pelo WhatsApp

Estilo: Spice/Herb/Vegetable Beer | ABV: 9.3% | Origem: Itália

Localizada na pequena vila de Borgorose, Província de Rieti, a Birra Del Borgo é um dos principais nomes da cena artesanal cervejeira italiana. Seu fundador, Leonardo Di Vincenzo, começou a fazer cerveja caseira quando ainda era um estudante de bioquímica em 1999. Mas o que era hobby virou negócio e em 2005 ele decidiu largar tudo para inaugurar a cervejaria.

A empresa hoje possui duas fábricas, sendo a mais velha utilizada para fins experimentais e a mais nova dedicada à produção de linha. A cervejaria também comanda os brewpubs "La Birreria" (nas unidades do Eataly em Roma e Nova Iorque) numa parceria com Teo Musso (da Baladin) e Sam Calagione (da Dogfish Head). Em 2016, foi adquirida pela AB-Inbev.

ESTRUSCA



*Unidade adquirida antes da aquisição da AB-Inbev

O rótulo faz parte de um projeto desenvolvido em 2012 com as cervejarias parcerias Dogfish Head (Estados Unidos) e Baladin (Itália). A ideia era criar uma cerveja que se parecesse com com as antigas bebidas' consumidas pelos etruscos (povos que viveram na região italiana da Toscana há mais de 2500 anos). Para isso, contaram com a colaboração do arqueólogo, diretor do laboratório de Arqueologia Molecular da Universidade da Pensilvânia, doutor Patrick McGovern. Sob sua supervisão, uma série de ingredientes foi selecionada com base na análise de artefatos encontrados em diversos sítios arqueológicos da região.

Assim, cada uma das cervejarias elaborou uma receita mais ou menos igual de sua própria Etrusca. A principal diferença entre elas está no recipiente usado para a fermentação: Dogfish Head em cobre, Baladin em barril de carvalho e Birra del Borgo em ânforas de terracota.

Entre os ingredientes estão malte de cevada, trigo Cappelli, mel, romã, resinas naturais, farinha de avelã, raiz de genziana, mirra e uvas sultanas. Com uma quantidade ínfima de lúpulo, possui 0 IBU. A fermentação, por sua vez, emprega uma linhagem de levedura primitiva com mais de 1500 anos fornecida pelo professor da Fundação Edmund Mach, na itália, Duccio Cavallieri.

Líquido turvo, cor de ouro velho. Servido, forma pequena camada de espuma branca de baixa retenção.

Aroma rico em especiarias, simultaneamente, perfumado, frutado e com alguma acidez. Notas de vinho branco, compota de laranja, damasco, maçã, mel e cravo se destacam. Maravilhoso!

Na boca tem corpo médio-alto, sensação frisante e caráter intenso de especiarias. Uma mistura de doce, azedo e salgado vem bem forte já de início. Sugestões de damasco seco, abacaxi, vinho branco, maçã e mel desenrolam-se em seguida. Álcool presente na medida certa. Um tsunami de especiarias cobre o final perfumado ao mesmo tempo agridoce, frutado, mineral e condimentado. Reminiscências de damasco seco, vinho branco e especiarias perfazem o retrogosto.

Cerveja de pegada bem única - diferente realmente de tudo. Uma combinação arriscada, capaz de gerar encantamento ou desgosto. Particularmente, me enquadro na primeira opção.

SEGUIR CERVEJAS

Acompanhe as outras novidades e conheça a galera que faz parte deste assunto.

COMENTÁRIOS



Carregando Comentários...