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Equilíbrio (quase) do início ao fim

Fonte: Papo de Volei em 12/03/2018
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Vôlei Nestlé 3x1 Hinode Barueri
Zé Roberto Osasco Mari PB Tandara
Foto: João Pires/Fotojump
Osasco e Barueri encerraram a primeira rodada das quartas de final da Superliga 17/18 em grande estilo. A expectativa era de um confronto equilibrado, mas não se imaginava o quanto.

Os três primeiros sets foram de uma disputa páreo a páreo, com os dois times se alternando na liderança e decididos na diferença mínima dos dois pontos. E - o mais importante - foram bem jogados. 


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As duas equipes tiveram dificuldade em efetivar os seus ataques. Osasco, como de costume, se apoiou na Tandara (o que não é pouco) enquanto o Barueri procurou - sem muita sorte - durante toda a partida uma saída de ataque mais segura.

Dos dois times, o Barueri foi o que mais penou para colocar a bola no chão. Érika conseguiu se virar por um tempo com bolas colocadas, mas Suelen e Skowronska estiveram bem marcadas. Acho que a Lloyd não aproveitou toda a envergadura da Skowronska como poderia. Às vezes, por ela acelerar os levantamentos, a bola perde um pouco de altura, que é fundamental para o ataque da polonesa. No mais, a levantadora fez o que podia para acionar as centrais com o passe irregular que recebia e fazer uma distribuição mais elaborada. 


Do outro lado, o Osasco ganhou com a entrada da Carol maior objetividade e um melhor acabamento na elaboração dos contra-ataques. É claro que é muito subjetivo, mas também acho que a levantadora reserva trouxe maior tranquilidade ao time. A impressão que tenho é que, na ânsia de fazer algo diferente, Fabíola perde clareza e precisão, deixando o grupo ansioso.


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Foram três sets muito equilibrados, decididos nos detalhes, mas nota-se como o Barueri tem que fazer um esforço maior para se nivelar ao Osasco. Joga no limite da concentração e da atenção. Por isso, apesar de um pouco frustrante, não foi de se estranhar que no quarto set o Barueri tenha caído de rendimento. 

O Osasco manteve o ritmo agressivo no saque enquanto as comandadas do Zé Roberto não conseguiam repetir a mesma intensidade no fundamento nem correr atrás das desvantagens no placar.

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Osasco e Barueri é um confronto recente, mas já construíram uma rivalidade. Isso porque  são dois times que se conhecem bem, se estudam e desde o campeonato paulista tem feito embates equilibrados. Por isso o brilho das duas defesas, responsáveis por darem qualidade e emoção à esta primeira partida. 

Então esta é a série mais difícil de prever quem sairá vencedor. Osasco tem mais recursos, tem a Tandara e está estruturado há mais tempo, mas nem por isso deixa de ser inconstante. 


O Barueri é um time mais operário. Por isso, precisa ser mais comedido nos erros. Nesta primeira partida, ele cumpriu apenas parte da estratégia necessária para bater o Osasco. Conseguiu ter um bom saque (na maior parte do jogo) e apostou mais na defesa e nos contra-ataques. No entanto, não conseguiu aproveitar da melhor forma as chances que criou, com muitos erros de ataque. Para piorar, sentiu a pressão na virada de bola, o que acabou por desgastar o time, a meu ver, nas outras funções.

Com um passe mais regular, talvez o Barueri consiga se concentrar em ser mais “jogueiro” e fazer com que o Osasco tenha que trabalhar mais vezes o seu ataque - e contar, aí, com mais erros do adversário. 


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